31/03/2020 01:16

Em oito dias Amambai teve 173 casos notificados, com 39 positivos para dengue

De 1 de janeiro até o último sábado (28) eram 1007 casos notificados, com 163 casos confirmados para a doença. Números são crescentes e autoridades sanitárias reforçam a necessidade do engajamento da população para combater o Aedes Aegypti.

Vilson Nascimento

O número crescente de notificações e de casos confirmados de dengue em Amambai vem preocupando as autoridades sanitárias e despertando cada vez mais a necessidade de e população fazer sua parte e adotar medidas preventivas para impedir a procriação do mosquito transmissor da doença, o Aedes Aegypti.

Amostras de casos suspeitos de dengue coletadas pelo Laboratório Central, em Amambai, que serão enviadas ao para testes no Lacen, em Campo Grande. Grande aumento de notificações de casos da doença em Amambai estão preocupando as autoridades sanitárias. (Fotos: 

De acordo com a direção do Hospital Regional de Amambai, atualmente cerca de 40% das internações na unidade de saúde são de pessoas com sintomas de dengue.

De 1 de janeiro até o último sábado, 28 de março, quando foi emitido o último boletim oficial pela Vigilância Epidemiológica, o município registrava 1007 casos suspeitos de dengue, sendo que 163 deles deram positivos para a doença.

Só no período entre a emissão de um boletim epidemiológico e outro, entre a sexta-feira (20) e o sábado, dia 28, foram 173 novos casos notificados de dengue em Amambai e 39 novos casos confirmados da doença.

Dos 1007casos notificados de 1 de janeiro para cá, 228 foram encerrados, entre eles constam os 163 que deram positivos para a doença. Apenas 65 dos 228 casos testados deram negativos para dengue.

Equipe do Controle de Vetores realizando ações de extermínio do Aedes Aegypti na tarde dessa segunda-feira, 30 de março em Amambai. Sem a ajuda da população é impossível impedir a proliferação do mosquito, segundo o chefe do setor. 

Os demais casos notificados 779, ainda aguardam resultados de testes laboratoriais, que são realizados pelo Lacen (Laboratório Central) do Estado, em Campo Grande, que está sobrecarregado devido a grande demanda de todo o Mato Grosso do Sul e no momento vem dando prioridade em testar casos suspeitos de coronavírus.

A prevenção depende da população

A prefeitura, por meio da Vigilância Epidemiológica e do Controle de Vetores, que faz o trabalho de campo, agindo também em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semai), vem desenvolvendo ações preventivas, eliminado criadouros e combatendo possíveis focos do Aedes Aegypti em todos os cantos da cidade.

Nessa segunda-feira, 30 de março, após receber uma remessa de inseticida do Governo do Estado, produto que estava em falta no município por conta do não repasse de órgãos superiores, por falta do produto em escala nacional, a equipe do Controle de Vetores passou a efetuar ações preventivas e de combate ao mosquito em pontos considerados críticos da cidade e se deparou com situações de total desleixo por parte de proprietários de imóveis, no que diz respeito a prevenção ao Aedes Aegypti.

Em dois pontos da cidade, um no Conjunto Habitacional Caiuás e em outro na região da Vila Estrela, os agentes de combate a endemias encontraram casas desabitadas, mas com piscina e água não tratada. Um berçário ideal para a procriação e proliferação do mosquito transmissor da dengue.

Com autorização do Ministério Público as equipes adentraram aos imóveis e eliminaram os criadouros.

Segundo o chefe do Controle de Vetores em Amambai, Luís Henrique Aguero da Cruz, o setor, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e outros segmentos, tem atotado todas as medidas possíveis para controlar o Aedes Aegypti, mas sem a ajuda da população, mantendo seus quintais de residências e das empresas sempre limpos e sem recipiente com água parada, bem como os donos de terrenos baldios buscarem manter seus imóveis limpos, torna-se impossível controlar a proliferação o mosquito e consequentemente impedir o aumento de casos de dengue.

Veja dicas de como prevenir a proliferação do Aedes Aegypti 

Fonte: A Gazetanews