26/01/2021 13:47

Casa do Trabalhador de Amambai já encaminhou 1,2 mil trabalhadores para colheita da maçã no sul do país

Cada trabalhador recebe em média R$ 5 mil por 45 dias de trabalho. São cerca de 6 milhões em dinheiro, que vai movimentar a economia de Amambai e região.

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Trabalhadores indígenas de Amambai, Paranhos e Coronel Sapucaia atuando na colheita da maçã no sul do país. (Fotos: Divulgação)

Vilson Nascimento

A Funtrab-MS (Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul), por meio da Casa do Trabalhador de Amambai, já cadastrou e encaminhou, somente neste mês de janeiro, cerca de 1.200 trabalhadores indígenas de Amambai e região para trabalhar na colheita da maçã nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Depois de 45 dias de trabalho, os trabalhadores retornam para suas cidades. Parte deles acabam voltando para os estados do sul do país para a segunda etapa da colheita.

Entre os trabalhadores cadastrados pela Casa do Trabalhador, que funciona em parceria com a Prefeitura de Amambai através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, a maior parte são de indígenas moradores em aldeias de Amambai, mas também tem mão-de-obra de aldeias dos municípios de Coronel Sapucaia e de Paranhos.

De acordo com a Casa do Trabalhador, pela permanência de 45 dias na colheita nos estados do sul do país, cada indígena recebem em média, juntando vencimentos, produtividade e inclusive vale-refeição pago por algumas das empresas que atuam no setor, R$ 5 mil reais, dinheiro que é gasto, em sua maioria, no comércio, tanto de Amambai como dos municípios onde os trabalhadores residem.

Levando em consideração essa média, só os cerca de 1.200 homens que já estão trabalhando na colheita da maçã vão trazer para a economia de Amambai e região, cerca de R$ 6 milhões mas esse quantitativo deverá aumentar, tendo em vista que mais pelo menos 500 indígenas deverão embarcar para o sul do país para trabalhar na colheita do pseudofruto só nessa primeira etapa.

A previsão, segundo a Casa do Trabalhador é que após os 45 dias de colheita, os indígenas retornem para seus municípios e cerca de 15 depois voltam a embarcar para os estados do sul do país para tralhar na segunda etapa da colheita da fruta.

 

Fonte: A Gazetanews