05/08/2020 06:30

Soja brasileira descola dos EUA e segue valorizada

Brasil deverá "sofrer com a disponibilidade do grão com o avanço da colheita"

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Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a terça-feira (04.08) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas para exportação subindo 0,34% nos portos, para R$ 120,55/saca (contra R$ 120,14/saca do dia anterior).

De acordo com a Consultoria ARC Mercosul, no Brasil o mercado de soja e milho não sofreu com influências de Chicago, uma vez que a “demanda por ambos os grãos continua aquecida no atual momento, assim como um Dólar que se valorizou significantemente neste início de semana”. Os analistas da ARC Mercosul alertam que em algumas semanas o mercado de milho no Brasil deverá “sofrer com a disponibilidade do grão com o avanço da colheita – que ultrapassa os 70% da área no atual momento”.

A T&F Consultoria Agroeconômica aponta que a alta volatilidade do Dólar nas sessões da B3 levaram o mercado a ter comportamentos antes e depois da queda desta terça-feira: “Antes da queda da moeda americana e de Chicago, os preços que as Tradings puderam oferecer no porto gaúcho de Rio Grande tinham subido mais um real/saca para R$ 125,00 para entrega em agosto e R$ 126,00 em setembro. Depois da queda o mercado simplesmente arrefeceu, porque as ofertas eram maiores do que os preços que os compradores podiam pagar. Baixíssimo volume de negócios”.

Ainda de acordo com a equipe de analistas da T&F, nas praças de comercialização do Paraná os preços da soja no balcão caíram 3 reais/saca, recuando em média um real/saca no mercado de lotes. Em Minas Gerais, os preços que as Tradings puderam oferecer pela soja antes da queda do Dólar na B3 e da soja na CBOT desta terça-feira foram os mesmos do dia anterior.

 

Fonte: Agrolink