16/07/2019 15:59

Feira de Sementes de Juti deixa em evidência o amor pela Natureza

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foto: Raquel Fernandes

Entre os dias 12 e 14 de julho, o município de Juti recebeu a 15ª Feira de Sementes Crioulas e Nativas. O evento reuniu pessoas de diversos estados brasileiros e contou com uma extensa programação com mini cursos, palestras e atrações culturais.

A prefeita de Juti, Elizangela Martins Biazotti, a Laka, que também é bióloga de formação ressaltou sobre a essência da feira. “Eu sou apaixonada pela natureza e pela agricultura familiar e atualmente eu tenho a oportunidade, como gestora do município que eu nasci, cresci e formei a minha família, de dar ênfase a esse projeto. Desde que entrei na gestão eu abracei a Feira, que traz em sua essência esse amor pela natureza, o resgate destas sementes crioulas e nativas. Acho que o objetivo principal de todo esse evento é fazer com que as pessoas entendam esse amor e isso ainda é algo muito difícil, pois vivemos em um mundo consumista”, destaca emocionada, acrescentando que aos poucos as pessoas estão entendendo cada vez mais a real importância da Feira.

O evento faz parte do calendário oficial de eventos do Mato Grosso do Sul. O projeto para inserir a Feira no calendário é de autoria do deputado estadual Renato Câmara.

A Feira retrata também a importância da alimentação saudável e da qualidade de vida. Durante as palestras e mini-cursos, muitos temas voltados à produção e o consumo de alimentos foram abordados. Entre eles, o tema: Plantas Alimentícias não convencionais(PANCs) que abriu novas possibilidades aos produtores presentes.

A 15ª edição da Feira de Sementes Nativas e Crioulas foi realizada pela Prefeitura de Juti juntamente com o Instituto Cerrado Guarani, a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Associação de Produtores Orgânicos de Mato Grosso do Sul (APOMS), Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT).

PANCs

As PANCs – Plantas Alimentícias Não Convencionais, como foram denominadas inicialmente pelo biólogo Valdely Kinupp, são plantas comestíveis facilmente encontradas, mas que a maioria das pessoas não conhece suas funções alimentares. Algumas como a araruta, urtiga e ora-pro-nóbis já foram muito consumidas no passado, mas acabaram caindo em desuso e, agora, estão voltando a serem conhecidas. Isso aconteceu porque ficaram conhecidas por nomes pejorativos, como se fosse algo consumido na época da escravidão porque as pessoas estavam morrendo de fome. Mas são ótimas opções e muito nutritivas, além de democratizarem a alimentação, já que são acessíveis a todos e fáceis de serem encontradas.

Fonte: Raquel Fernandes/ Grupo A Gazeta