05/07/2019 12:20

Juti se prepara para receber a 15ª Feira de Sementes

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Entre os dias 12 e 14 de Julho, Juti receberá a 15ª Feira de Sementes Nativas e Crioulas. O evento, que é tradição no município, reúne participantes de todo o MS.

A servidora da SEMDECOS que também está na organização da Feira, Luzia Rocha, destaca que o evento é de extrema importância para o município e região. “Ela é importante especialmente na questão do resgate e manutenção das sementes crioulas na história do trabalhador rural de Juti. Acredito que no MS, só o município de Juti tenha um banco de sementes, no qual estão estocadas sementes crioulas, puras. É um evento muito rico, que promove a troca de experiências e conhecimentos entre os participantes”, destacou.  

No ano passado, a Feira reuniu 881 inscritos de 34 municípios do Mato Grosso do Sul, de três países e cinco estados brasileiros, de acordo com dados fornecidos pela SEMDECOS.  O evento contará com palestras, oficinas, exposições, entre  outras atividades. Para ver a programação completa acesse o site: sementescrioulasjutims.org/.  

“Com a realização da Feira ocorre uma movimentação, a cidade se transforma. Todo mundo vendendo, trabalhando. Quem vem para o evento acaba usando os serviços da cidade, como por exemplo, na área de hotelaria, combustíveis, alimentação, entre outros. Tudo é beneficiado e isso é muito importante para municípios pequenos como o nosso”, destaca Luzia.  

A 15ª edição da Feira de Sementes Nativas e Crioulas é uma realização da prefeitura de Juti juntamente com o Instituto Cerrado Guarani, a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Associação de Produtores Orgânicos de Mato Grosso do Sul (APOMS), Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT). 

Segundo a legislação brasileira, as sementes crioulas, também chamadas de sementes de variedade local ou tradicional, são aquelas conservadas e manejadas por agricultores familiares, quilombolas, indígenas, e outros povos tradicionais e que, ao longo de milênios, vêm sendo permanentemente adaptadas às formas de manejo dessas populações e aos seus locais de cultivo.

Fonte: Raquel Fernandes / Grupo A Gazeta