20/01/2022 10:53

Polícia mantém buscas por acusados de matar pai e filho em Amambai

Investigação chegou à identificação dos irmãos indígenas após foto publicada pelo A Gazetanews da arma deixada pela dupla após o roubo frustrado que resultou em latrocínio.

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Nas fotos Siguinaldo Gonçalves, de 24 anos. Ele e o irmão de 16 anos são acusados de assassinar a tiros na sexta-feira (14), durante um assalto frustrado, o produtor rural Nego Silva e seu filho, Antônio Alexandre. (Fotos: Reprodução)

Vilson Nascimento

A força conjunta envolvendo Polícia Civil, Polícia Militar, DOF (Departamento de Operações de Fronteira), o BOPE (Batalhão de Operações Especiais) e outras forças de segurança, continuam trabalhando para localizar e prender os irmãos indígenas apontados pela polícia como os autores do assassinato de pai e filho durante uma tentativa frustrada de assalto, em Amambai.

O produtor rural, Olenir Nunes da Silva, o “Nego Silva”, de 50 anos e seu filho, o engenheiro agrônomo Antônio Alexandre Nunes da Silva, de 23 anos, foram mortos à tiros em uma das fazendas das vítimas, crime ocorrido na manhã da sexta-feira, dia 14 de janeiro.

Desde o dia do crime forças policiais trabalhavam na tentativa de identificar e localizar os autores do crime que chocou a sociedade amambaiense, mas a identificação só veio após a publicação da foto, em uma reportagem produzida pelo site A Gazetanews (clique AQUI para rever), de uma arma deixada para trás pelos criminosos no dia do crime, uma pistola calibre 7,65 milímetros.

Siguinaldo Gonçalves sendo interrogado por lideranças da comunidade indígena na ocasião que foi acusado pelo assassinato de uma mulher na aldeia Taquapery. 

Ao tomar conhecimento da arma por meio da reportagem, uma pessoa contatou a Polícia Civil em Amambai e por meio deste contato, a polícia chegou à identificação dos acusados de praticarem o crime, o indígena Siguinaldo Gonçalves, de 24 anos e seu irmão, um adolescente de 16 anos, ambos moradores na aldeia Taquapery, em Coronel Sapucaia.

De acordo com a polícia, Siguinaldo, que ao contrário do que foi divulgado por alguns veículos de comunicação, nunca trabalhou para as vítimas, segundo a família, também figura como suspeito do assassinato de uma mulher na comunidade indígena onde reside, crime este ocorrido tempos atrás.

Recompensa de R$ 50 mil

Indignados com a brutalidade do assassinato de pai e filho, amigos das vítimas e membros da sociedade amambaiense, com o objetivo de ajudar a polícia a localizar os acusados, estão oferecendo uma recompensa no valor de R$ 50 mil para quem prestar informações verídicas sobre o paradeiro de Siguinaldo Gonçalves e seu irmão.

As informações poderão ser encaminhadas à Polícia Civil de Amambai pelo fone (67) 3481-1515 ou a Polícia Militar pelo fone 190.

 

Fonte: A Gazetanews