09/01/2022 14:55

Durante busca por suspeitos de roubo de carreta SIG desarticula ponto de venda de drogas em Amambai

Casa na Vila Glória estava servindo de abrigo para quatro dos suspeitos de envolvimento no roubo de uma carreta ocorrido na segunda-feira (3). Duas pessoas foram presas por tráfico.

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Vilson Nascimento

Em meio às investigações do roubo de uma carreta ocorrido na última segunda-feira, dia 3 de janeiro, a equipe do SIG (Setor de Investigação Geral) da Delegacia de Polícia Civil local, acabou desarticulando um suposto ponto de venda de drogas e prendendo duas pessoas por tráfico, em Amambai.

A ação policial começou a ser desencadeada na quarta-feira, dia 5, quando os investigadores levantaram a informação que quatro indivíduos suspeitos de envolvimento no assalto, onde um motorista, a esposa e o filho de apenas 12 anos chegaram a ficar refém dos criminosos em meio a mata, estariam escondidos em uma residência na Vila Glória, região lindeira a Vila Indiana.

De acordo com a ocorrência policial, quando a equipe do SIG chegou ao local percebeu quando os quatro indivíduos saíram correndo e após pularem muros e cercas de várias residências, conseguiram fugir se embrenhando em uma região de mata aos fundos do Conjunto Residencial Nhú-Vera.

Segundo a Polícia Civil, três pessoas permaneceram na residência após a fuga do quarteto. Um homem de 31 anos, que se apresentou como dono do imóvel, um rapaz de 18 anos que teria se apresentado como sendo locatário da casa e uma adolescente de 16 anos, que seria esposa do rapaz de 18 anos.

De acordo com relatos da polícia no boletim de ocorrência, os moradores teriam confirmado estarem dando abrigo aos quatro suspeitos de envolvimento no roubo e inclusive franquearam a entrada dos investigadores na residência.

Uma vez dentro da casa os investigadores teriam se deparado com vários colchões espalhados pelo imóvel e também encontrado várias facas embaixo dos colchões. Voltando ao caso do roubo da carreta na segunda-feira, que acabou sendo recuperada pouco tempo depois pela Polícia Militar de Coronel Sapucaia, as vítimas relataram que os marginais usaram facas para rendê-las no local do assalto.

Além das facas, durante a vistoria os policiais encontraram na casa, segundo a ocorrência policial, um tablete de pasta base de cocaína, porções de maconha, dinheiro em notas de pequenos valores, supostamente provenientes de vendas de porções de drogas a dependentes químicos, além de vários telefones celulares e objetos de uso doméstico sem procedência comprovada, o que para a polícia indica serem produtos de furtos que foram deixados no ponto de venda de drogas como forma de pagamento por porções de entorpecente.

De acordo com o SIG, o homem de 31 anos e o rapaz de 18 anos assumiram serem os proprietários do entorpecente encontrado na casa e receberam voz de prisão.

Encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil, em Amambai a dupla foi autuada em flagrante pelos crimes de drogas, receptação e por favorecimento pessoal, por terem oferecido abrigo aos supostos envolvidos no roubo da carreta na segunda.

Submetidos a Audiência de Custódia na tarde desta sexta-feira, 7 de janeiro, a dupla teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva por parte do Poder Judiciário e foi conduzida para o EPAM (Estabelecimento Penal de Amambai), onde permanece presa à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua trabalhando nas investigações relacionadas ao roubo da carreta no dia 3.

“Bocas de fumo” fomentam vários crimes 

Pontos de venda de drogas como este desarticulado pela Polícia Civil nesta quarta-feira (5) em Amambai são extremamente nocivos a sociedade, mas por conta da legislação, quase sempre os traficantes responsáveis acabam soltos ou são condenados a penas brandas por parte da Justiça. 

Apesar das bocas de fumo serem as responsáveis por aliciar menores para uso de entorpecentes, além de fomentar crimes como furtos, roubos e violência doméstica, inclusive de filhos contra os pais, geralmente os traficantes acabam beneficiados pela legislação por estocarem poucas quantidades de entorpecentes, fator que leva a defesa a alegar que seus clientes tinham a posse da droga para consumo próprio, por exemplo. 

No Brasil a legislação não permite, apesar de serem os responsáveis por patrocinar financeiramente toda a onda de crimes e a violência gerada pelo narcotráfico, que usuários de entorpecentes sejam responsabilizados criminalmente e permaneçam presos pelo ato de consumir drogas ilícitas. 

 

Fonte: A Gazetanews