16/05/2020 10:37

Polícia Civil incinerou em Amambai, 18 toneladas de drogas vindas do Paraguai

Maconha e skank foram frutos de apreensões realizadas pelas forças policiais do Estado nos últimos 25 dias na cidade e rodovias que cortam o município.

Vilson Nascimento

Com apoio do Exército Brasileiro, que realizou o transporte e a escolta e acompanhamento da Vigilância Sanitária do município, a Polícia Civil incinerou nessa sexta-feira, dia 15 de maio, 18 toneladas de drogas, em Amambai. 

As 18 toneladas de drogas, a maior parte maconha, incinerada pela Polícia Civil nessa sexta-feira (15) é fruto de apreensões realizadas nos últimos 25 dias na cidade e em estradas e rodovias que cortam o município de Amambai, segundo a delegada, Dra. Larissa Serpa.  (Foto: Divulgação PC) 

No dia 4 do mês passado (abril) a Polícia Civil já havia incinerado 16 toneladas de drogas, frutos de apreensões realizadas entre dezembro de 2019 e os três primeiros meses de 2020 no âmbito do município.

Segundo a delegada, Dr. Larissa Serpa, as 18 toneladas de maconha e skank destruídos nessa sexta-feira (15) foram frutos de apreensões realizadas por forças policiais do Estado, entre elas a Polícia Militar, o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e a PMR (Polícia Militar Rodoviária Estadual) nos últimos 25 dias na cidade e em estradas e rodovias que cortam o município de Amambai.

A incineração do entorpecente aconteceu na caldeira do armazém de uma cooperativa do município.

Droga oriunda do Paraguai

As 18 toneladas de entorpecente destruídas pela Polícia Civil nessa sexta-feira (15) tem como origem o Paraguai, principalmente a região de Capitan Bado, que faz divisa com Coronel Sapucaia, no Brasil.

Mesmo com o teórico fechamento da fronteira por parte das autoridades paraguaias para impedir a entrada de brasileiros por conta da covid-19, traficantes vindos de várias regiões do Brasil, inclusive de estados como São Paulo, por exemplo, apontado como epicentro da pandemia do coronavírus no País, acabam tendo livre acesso ao Paraguai onde mantém contato com produtores de drogas daquele país e retornam ao Brasil com veículos, a maior parte roubados ou furtados, carregados de maconha para levarem a seus estados de origem.

O grande volume de apreensões desse tipo de drogas registrados nos últimos dias na região de Amambai se dá, segundo forças policiais ouvidas pela reportagem do grupo A Gazeta, por dois fatores.

Um deles foi à intensificação das ações de combate ao narcotráfico e ao crime organizado por meio da Operação Hórus, desenvolvida pelo Ministério da Justiça em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, em Mato Grosso do Sul e outro é que, com as medidas de distanciamento social adotadas no Estado para prevenção ao coronavírus, menos pessoas estão se deslocando de uma cidade para a outra, fazendo com que o tráfego de veículos pelas rodovias seja menor, fator que possibilita às forças de segurança a abordarem para averiguação, maior percentual de veículos que trafegam pela região.

Fonte: A Gazetanews