22/11/2019 10:05

Deus e a Nação de Israel (parte 2). - por Eloir Viera

“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos” (Dn 9.24).

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Semanas, nas profecias, são “semanas de anos”, ou seja, “dias proféticos”. Isso pode ser constatado em: Lv 25.8; Nm 14.34; Ez 4.6. Cada “semana” é vista como um período de sete anos. Assim, sete semanas são 49 anos, e 69 semanas são 483 anos; estes anos são contados segundo o calendário lunar adotado pelos judeus, composto de 360 dias. Fazendo-se os ajustes necessários de datas com o calendário gregoriano, chegamos a um período de 476 anos para as 69 “semanas”. Portanto, partindo do decreto de Artaxerxes I (rei do Império Persa em 445-444 a.C.), chegamos à data de 32 – 33 d.C., o tempo do ministério de Jesus; ensino, curas, libertação, finalizado pela sua entrada triunfal em Jerusalém e sua crucificação e morte. O Messias foi tirado (Dn 9.26; Mt 27.50). O povo do príncipe que há de vir (Dn 9.26) destruiu Jerusalém no ano 70 d. C. (“Roma”).

 

Ao anunciar a profecia, o anjo dividiu o período de setenta semanas em três partes: 7 semanas, ou seja, 49 anos; 62 semanas, ou seja, 434 anos; 1 semana, ou seja, 7 anos; no total, são 70 semanas ou 490 anos. O primeiro período “7 semanas” (49 anos), se refere ao tempo em que o povo judeu permaneceu cativo na Babilônia (2ºRs 24) e, a partir de um decreto de Ciro, começou a retornar e a reconstruir a sua terra (2ºCr 36.22,23). Com a reconstrução de Jerusalém (Esdras 7.27) teve início o segundo período, de “62 semanas” (434 anos), totalizando 69 semanas (483 anos) período até Jesus. Ficou faltando, portanto, a última semana (7 anos) para completar as 70 semanas (490 anos).

 

A 70ª semana (sete anos) ainda não se cumpriu, visto que, “o príncipe que há de vir” (Dn 9.26) ainda não veio; pois, se trata do anticristo, que governará o mundo com permissão de Deus. Apenas “o povo” deste “príncipe”, veio no ano 70 d.C. E realmente destruiu Jerusalém e o santuário, conforme Jesus também havia predito em Mt 24.2.

 

Recapitulando: No final de um período de 70 “semanas”, Israel terá se arrependido totalmente da sua desobediência a Deus. Com todos os pecados expiados, a nação viverá para sempre em retidão (Dn 9.24). Há 69 “semanas” entre o tempo da ordem para a reconstrução de Jerusalém até o tempo da revelação do Messias (Jesus), compreendendo um período de sete “semanas”; e, outro período de 62 “semanas” (Dn 9.25). A ordem para a reconstrução foi dada em 445 a.C. por Artaxerxes I. Depois das 62 “semanas” (ou das 69 “semanas” totais), o Messias seria morto e Jerusalém seria destruída (Dn 9.26). Esta destruição, que aconteceu no ano 70 d. C. não terminaria até o fim da septuagésima “semana” – seria um período de assolações. 

 

A 70ª semana se iniciará quando a igreja for arrebatada, e o “príncipe” assinar um tratado de paz por sete anos; porém, na metade desse tempo romperá o tratado e trará desolação (Dn 9.27). Esta desolação será tão severa que Jesus se referiu a ela como sendo um tempo de “grande aflição” (Mt 24.21,22; Mc 13.19,20; Lc 21.20-24). Continuamos na próxima edição (3ª parte). Deus te abençoe, em nome de Jesus!

Fonte: Eloir Vieira