05/04/2019 15:38

Fake News: Quando Notícias Falsas Alteram Opiniões

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Por Marlon de Arruda Antunes

 

Por mais que este tipo de notícia sempre tenha existido, foi durante a disputa eleitoral americana de 2016, em mais um acirrado embate entre republicanos e democratas, quando o então candidato Donald Trump popularizou o termo “fake News”, que em português significa literalmente notícias falsas. Sua intenção era desmerecer as grandes mídias, como o The New York Times, jornal que declaradamente apoiava a candidata Hillary Clinton, pois desta maneira com vistas a atacar quem apoiasse a oposição ou tecesse críticas à sua campanha ou pessoa.

Ainda que Trump tenha usado essa estratégia de campanha, não que necessariamente os veículos atacados por ele estivessem mentindo, esse político continuou a repetir o bordão, inclusive após ser eleito como Presidente dos Estados Unidos, o que culminou na popularização do termo. Entretanto, somente começamos a entender o real significado nos anos seguintes, quando seus propósitos se tornaram evidentes e cruéis.

Logo, chegamos à conclusão de que o problema perpassa esse episódio envolvendo Donald Trump, haja vista que nos tempos atuais tornou-se comum a disseminação de notícias falsas, sobretudo por meio de redes sociais. Serviços como WhatsApp e Facebook, ambos pertencentes a Mark Zuckerberg, são os mais usados para espalhar informações mentirosas.

Nesta seara, cabe deixar claro que agora, pessoas comuns, porém mal-intencionadas, têm o poder de usar esta tática para manipular as opiniões de populações inteiras. As consequências podem ser pequenas, mas em casos extremos podem mexer com as estruturas de governos inteiros, como por exemplo, o plebiscito que resultou na possibilidade de o Reino Unido sair da União Europeia, evento também conhecido como Brexit.

As fake news não são difíceis de serem detectadas, pois são criadas com teor sensacionalista que mexe com o senso comum das pessoas, maximizando as chances de serem compartilhadas inúmeras vezes, até chegar ao ponto de viralizar, termo este usado para definir quando determinado conteúdo torna-se muito popular.

Quando uma notícia falsa é criada, muitas pessoas não verificam a procedência das informações e acabam tornando a mentira em uma verdade para um grande número de pessoas. Ainda assim, não podemos culpar todos que compartilham tais conteúdos, pois a maioria daqueles que os disseminam não agem de má fé,mas caíram nas garras de pessoas ou entidades movidas por interesses próprios e motivos obscuros.

Um caso semelhante aconteceu recentemente quando uma notícia espalhada pela Internet afirmava que um “monstro” chamado Momo estava aparecendo durante vídeos para crianças no YouTube Kids, as ensinando a praticar o suicídio. Mais tarde, tanto o YouTube quanto inúmeros influenciadores digitais se manifestaram para comprovar o quão falsa era a notícia, entretanto o estrago já estava feito. Mães e pais, com todas as razões para se preocuparem, passaram as informações adiante, resultando em uma bola de neve que ressuscitou essa personagem bizarra, viralizada originalmente em meados de 2018.Portanto, algo que estava enterrado nos cantos mais esquecidos da Internet,novamente tornou-se matéria em diversas mídias de grande prestígio que caíram no erro de não checar as informações antes de publicá-las para seus públicos.

A conclusão que se chega é que, infelizmente, inúmeras fake news foram reproduzidas por diversas mídias, evidenciando que agora, mais do que nunca, é imprescindível uma checagem extremamente minuciosa visando evitar dar mais visibilidade e credibilidade às notícias falsas. Sim, o remédio contra este mal chamado fake news é buscar pelos fatos. Determinados tipos de notícias devem ser lidos com ceticismo, sempre cientes da necessidade de fazer uma varredura no sentido de conhecer a procedência das informações obtidas e, caso existir, se a fonte é confiável. Caso confirmado que são falsas, devemos aplicar a cura, que é disseminar as devidas provas para revelar que tudo não passou de mais uma tentativa de ludibriar e causar pânico e desinformação na população. Este é um trabalho chato e árduo para os profissionais da área de comunicação, mas também de extrema importância para a manutenção da credibilidade da mídia como honesta e imparcial, que adquiriu o objetivo de levar informações corretas aos leitores, ouvintes e telespectadores sobre todos os assuntos.

Fonte: Marlon de Arruda Antunes