01/08/2022 16:24

Dólar fecha em alta em dia fraco no exterior

Nesta segunda-feira, a moeda norte-americana avançou 0,06%, vendida a R$ 5,1776.

O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (1), depois de trocar de sinal várias vezes ao longo da sessão, com um pano de fundo externo menos favorável a risco diante de temores de recessão e preocupações geopolíticas.

A moeda norte-americana subiu 0,06%, vendida a R$ 5,1776. Na mínima da sessão, chegou a recuar a R$ 5,1293. Na máxima, foi a R$ 5,2022. Veja mais cotações.

Na sexta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,21%, vendida a R$ 5,1743. Com o resultado desta segunda, acumula desvalorização de 7,12% no ano.

O que está mexendo com os mercados?

De acordo com a agência Reuters, o dia foi de bastante instabilidade nas praças financeiras globais, com forte queda do petróleo por temores de recessão, inflados por uma série de dados mais fracos da atividade manufatureira em economias centrais.

No cenário local, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta terça e quarta-feira para definir como fica a taxa básica de juros, que hoje é de 13,25% ao ano. O mercado financeiro manteve a expectativa para a Selic em 13,75% no fim de 2022.

Os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para 2022 de 7,30% para 7,15% - quinta queda seguida do indicador.

A projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2022 permaneceu em R$ 5,20. Para 2023, ficou estável também em R$ 5,20. Já a previsão dos economistas dos bancos é que a economia brasileira cresça 1,97% em 2022, contra 1,93% previsto anteriormente. Para 2023, a previsão de alta alta passou de 0,49% para 0,40%.

Outro destaque é o bloqueio total do Orçamento 2022 que chegou a R$ 14,84 bilhões, R$ 2,1 bilhões maior que o total informado anteriormente. Desse total, R$ 8,08 bilhões atingem as chamadas emendas de relator e de comissão. As emendas de relator ficaram conhecidas como "orçamento secreto" devido à falta de transparência.

Permanecem no radar de investidores temores sobre a credibilidade do Brasil, que foi abalada recentemente pela emenda constitucional que amplia e cria uma série de benefícios sociais, prevendo despesas fora do teto de gastos a apenas alguns meses das eleições presidenciais.

Fonte: G 1