26/01/2020 22:07

Foguetes atingem embaixada dos EUA em Bagdá, diz agência

Em comunicado, forças de segurança iraquianas falam sobre cinco foguetes na Zona Verde, mas não mencionam embaixada americana.

Foguetes atingiram a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque, segundo a agência France Presse e a emissora dos Emirados Árabes Al Arabiya. Um número ainda não determinado deles teria acertado a cafeteria e o refeitório e deixado feridos, dizem essas fontes.

A embaixada fica na Zona Verde de Bagdá, que abriga prédios governamentais e outras representações diplomáticas e costuma ser considerada uma área segura da capital iraquiana.

Segundo a Al Arabiya, forças de segurança do Iraque emitiram um comunicado informando que cinco foguetes atingiram a Zona Verde neste domingo, sem mencionar a embaixada dos EUA.

Zona Verde de Bagdá — Foto: Rodrigo Cunha/G1
Zona Verde de Bagdá — Foto: Rodrigo Cunha/G1

Zona Verde de Bagdá — Foto: Rodrigo Cunha/G1

Em uma declaração veiculada pela televisão estatal, o primeiro-ministro iraquiano Abdul Mahdi, em seus primeiros comentários sobre os ataques contra a Zona Verde, disse que “o contínuo comportamento irresponsável e unilateral prejudica os interesses mais altos do país e suas relações com seus amigos”.

"O governo confirma seu compromisso de proteger todas as missões diplomáticas e tomar todas as medidas necessárias para conseguir isso", acrescentou.

Manifestações

 

Apoiadores do clérigo xiita iraquiano Moqtada al-Sadr carregam cartaz com a foto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um protesto em Bagdá, no Iraque, na sexta-feira (24)  — Foto: Alaa al-Marjani/ Reuters
Apoiadores do clérigo xiita iraquiano Moqtada al-Sadr carregam cartaz com a foto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um protesto em Bagdá, no Iraque, na sexta-feira (24)  — Foto: Alaa al-Marjani/ Reuters
Apoiadores do clérigo xiita iraquiano Moqtada al-Sadr carregam cartaz com a foto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um protesto em Bagdá, no Iraque, na sexta-feira (24) — Foto: Alaa al-Marjani/ Reuters

Na sexta-feira, milhares de manifestantes fizeram uma caminhada em Bagdá para pedir a saída das tropas americanas do Iraque. O protesto, que reúne simpatizantes do clérigo Moqtada Sadr, aconteceu semanas após o ataque americano que matou o general iraniano Qassem Soleimani na capital iraquiana.

A presença dos americanos no país passou a ser mais contestada desde que o incidente, que fez com que o temor de uma guerra entre EUA e Irã viesse à tona. Dias antes do ataque que matou Soleimani, dezenas de milicianos xiitas iraquianos e seus apoiadores tinham invadido o complexo da embaixada dos Estados Unidos em Bagdá.

Conversa entre Trump e Salih

Na quarta-feira (22), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encontrou-se com o chefe de estado iraquiano, Barham Salih, em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial. Eles conversaram sobre o futuro da missão americana no país. Segundo Salih, haverá uma redução do número de tropas.

Atualmente, cerca de 5 mil soldados EUA estão no Iraque. Os americanos foram convidados em 2014 pelo governo de Bagdá para ajudar a combater o Estado Islâmico.

Após a morte de Soleimani, o parlamento do Iraque aprovou a saída das forças americanas. Trump, então, chegou a ameaçar de impor sanções econômicas ao país, mas, na quarta, ele adotou um tom mais conciliatório.

O tom do líder americano foi mais conciliatório. Ele disse que o número de tropas no país hoje é muito menor do que o da época da ocupação, entre 2003 e 2011.

“Estamos com apenas 5 mil, então é um número muito baixo, historicamente baixo, e veremos o que acontece”, disse Trump. Ao ser perguntado sobre sanções, ele respondeu: “Veremos o que acontece”.

Fonte: G 1