24/02/2020 15:51

Encontro da Família Peixoto é realizado em Amambai

José Oliveira Gonçalves e sua esposa Maria Leontina. Foto: Albertino Fachin Dias

Sozinhos, ou acompanhados de familiares, muitos foram os rio-grandenses que cruzaram, durante meses de caminhada, partes dos territórios da Argentina e Paraguai, a cavalo ou em carros-de-bois, até mesmo a pé, antes de chegarem a Mato Grosso. Historiadores rio-grandenses calculam em dez mil o número de gaúchos vindos no final do século 19 e início do século 20 para a região então assinalada como Nova Querência.

O escritor gaúcho Mário Beck esclarece que essa marcha era feita em quatro escalas ou paradas: a primeira em Posadas, na Argentina; a segunda em Encarnación (Paraguai); a terceira em São Joaquim, divisor das águas do Paraná e Paraguai; a quarta, em Ipehum (atual Paranhos), já em Mato Grosso do Sul. Durante a marcha, “crianças, cachorros e potrilhos iam nascendo”.

Todos esses rio-grandenses partiram dos pontos mais diversos pontos do Rio Grande do Sul, encabeçando caravanas, varando matas, vadeando rios, arrostando perigos, traçando e vivendo a página mais eloquente das crônicas turbulentas c aventureiras de sua gente.

A marcha desses construtores da História do sul de Mato Grosso, marcha ininterrupta de meses a fio, quando não de anos. Conduzindo numerosas famílias.

Entre córregos, banhados e aguadas, os então distritos de “Patrimônio União” (Hoje Município de Amambai) e “Sacaron ou Iguatemi” pertencentes ao município de Ponta Porã, foram habitados pelos Peixoto, Escobar, Alves Cavalheiro, Amaral, Albuquerque, Machado, Brum, Belmonte, Souza, Silveira, Otano, Pires entre outros tantos que para citar não haveria espaço. 

Mas nem sempre a história registra o nome daqueles que construíram na paz e na guerra. Vieram de várias partes do Brasil e até do Exterior. Atravessando florestas, enfrentando as intempéries, sem conhecer o que estava por vir, tudo em nome de um sonho.

A poeira, as doenças, as distâncias, o isolamento, as dificuldades, tudo isso fizeram em nome de um sonho. E, vitoriosos percorreram o caminho que escolheram trilhar, nesta terra que lhes oferecia inúmeras oportunidades e que eles souberam desfrutar e assim seus sonhos realizar e acolher outros patrícios que aqui, também, vieram para ficar.

Formaram seus filhos, vieram seus netos, e hoje será que estes descendentes sabem quem foram seus antepassados? 

Assim inicia-se a epopeia da Família Peixoto, no Planalto Amambhay, com suas extensões territoriais. 

José Gonçalves de Oliveira Peixoto, filho de Laurindo Gonçalves de Oliveira e Delfina, irmão mais velho de 09 irmãos, segundo informações de sites genealógicos, primogênito da família, nasceu em 1841, após contrair matrimonio com Maria Leontina Moreira Peixoto no então município de São Borja Rs. Em 1895 iniciam trajetória juntamente com caravana composta por várias outras famílias.

No ano de 1898, após a chegada no Mato Grosso, instalam-se inicialmente em Curralito (Nhu Verá – Coronel Sapucaia), para descansarem e se abastecerem de viveres. Tendo posteriormente indo para o distrito de Sacaron (Município de Iguatemi), se estabelecendo definitivamente na Fazendo Sossego.

O então José Gonçalves de Oliveira Peixoto nomeado pela Guarda Nacional com a patente de Coronel, falece ainda na década de 1920, deixando uma família honrada, com seus 11 filhos.

Laudelino Gonçalves Peixoto, Justino Gonçalves Peixoto, Hipólito Peixoto, Floriano Peixoto, Laurentina Peixoto, Constância Peixoto, Luiza Peixoto, Anaurelino Peixoto, Frankalin Peixoto, Pedro Peixoto, Laurindo Peixoto e Ermandino Peixoto.

É saudável as famílias resgatarem e preservarem sua história. Hoje talvez não consigamos vislumbrar a importância das anotações genealógicas e da história de nossa família, mas quem sabe no futuro nossos filhos e netos serão muito gratos a nós por poderem estar lendo e vendo as memórias de seus antepassados;

Diante dos fatos acima que os descendentes escolheram o dia 23 de fevereiro para o I Encontro da família PEIXOTO, onde foram compartilhados momentos de carinho, admiração e muito amor. Principalmente as histórias que nos foram repassadas por nossos pais e avós. 

Onde tiveram como Objetivos:

  1. Proporcionar aos descendentes de José Gonçalves Peixoto e Maria Leontina Moreira Peixoto oportunidade de encontro entre as várias gerações em Amambai-MS, cidade onde nossos avós construíram a base moral, afetiva, material da Família Peixoto;
  2. Fortalecer o sentimento de pertença a essa numerosa família, através do encontro de pessoas que não se veem há muito tempo e de pessoas que antes não se conheciam;
  3. Proporcionar e incentivar a busca permanente de informes históricos e culturais da descendência das famílias;
  4. Motivar as novas gerações a levarem adiante o cultivo dos valores familiares, como forma de cidadania e convivência solidária;
  5. Apresentar às novas gerações (bisnetos, trinetos e tetranetos) a árvore genealógica e o histórico da Família de José Gonçalves Peixoto e Maria Leontina Moreira Peixoto;
  6. Entrar em contato com descendentes de irmãos e irmãs da Família Peixoto residentes em várias partes do Brasil oportunizando a participação neste e nos próximos encontros;

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Fonte: Albertino Fachin Dias