25/09/2020 16:03

Diretora da Universidad Columbia fala sobre o curso de medicina para brasileiros

Diretora do curso de Medicina da Universidad Columbia, na  filial de Pedro Juan Caballero, Cynthia T. Ovando Alcaraz. Fotos: Divulgação

Muitos estudantes brasileiros encontram no Paraguai a oportunidade de realizar o sonho de cursar Medicina. O Grupo A Gazeta conversou com a médica Cynthia T. Ovando Alcaraz, que também é diretora do curso de Medicina da Universidad Columbia, na  filial de Pedro Juan Caballero, para saber um pouco mais sobre o curso. 

A Dra. Cynthia é especialista em Didática Universitária, Mestre em Saúde Pública e Administração Hospitalar, Mestre em Direção e Gestão, Diplomada em Nutrição e obesidade, controle de sobrepeso, Especialista em Governabilidade, Gestão Pública e Gestão Política e está cursando pós-graduação em especialização de Reumatologia. Ela já atuou como Secretária de Saúde de Amambay período 2009-2012, Secretária de Saúde de Amambay período 2017-2019, já gerenciou outras universidades. Confira a entrevista:

Há quantos anos está na Universidad?

Dra. Cynthia:Estou na Universidade há pouco mais de 4 anos, inicialmente 3 anos de trabalho para o projeto acadêmico do curso de Medicina. Conseguimos a qualificação e habilitação da carreira pelo CONES (Consejo Nacional de Enseñanza Superior) em março de 2019. Em julho do mesmo ano abrimos as portas para a primeira turma de alunos. 

O curso de Medicina que a Universidad Columbia oferece é de extrema importância para a nossa região e para todo o Brasil. Comente sobre o objetivo do curso e a estrutura oferecida. 

Dra. Cynthia: Nosso objetivo como universidade é oferecer formação médica de qualidade e que os graduados tenham a possibilidade de ingressar nas especialidades médicas em nosso país e revalidar o diploma no Brasil com a maior solvência. Isso implica uma grande responsabilidade com os alunos/ futuros profissionais e também com a sociedade. O outro ponto fundamental é oferecer a carreira de Medicina com habilitação formal da maior autoridade universitária do país, o CONES, que garante ao aluno que ele termine e receba o diploma de médico sem dificuldades no momento correspondente. Somos uma universidade que respeitou os processos de habilitação legal antes de abrir as portas, demonstrando o compromisso com o nosso lema: “A primeira, a melhor” e a sua história de 77 anos a nível nacional. 

O programa acadêmico se adapta às necessidades específicas do país e do MERCOSUL, permitindo que seus graduados realizem os diversos exames de revalidação de grau em qualquer país. Colocamos muita ênfase na prática profissional desde o primeiro ano do curso, tanto nos laboratórios bem equipados como na comunidade, com as várias atividades concebidas para o efeito. No final do primeiro ano, os alunos têm um mês inteiro de atividades práticas extras, ou seja, adicional do que têm de forma obrigatória no currículo, com uma característica evolutiva por níveis de complexidade à medida que vão progredindo em cada ano do curso. A outra grande característica da nossa carreira é ter um corpo docente altamente qualificado e experiente, não temos professores "novatos" por considerarmos que aspectos como a experiência na área profissional e a especialização didática docente são parâmetros transcendentais para formar futuros médicos com o perfil profissional e consequentemente de sucesso. 

Como tem sido as aulas durante a pandemia?  Foi realizado algum plano de reestruturação? 

Dra. Cynthia: este tempo de pandemia, adaptamos rapidamente a modalidade presencial à virtual na mesma semana do decreto Presidencial com a medida de quarentena total. Tem sido uma experiência válida para a reformulação de estratégias acadêmicas que nos permitira evoluir e avançar. Tanto professores, alunos e diretores adotaram as novas medidas e hoje vemos o processo educacional de uma forma diferente. Adaptamos o programa acadêmico à nova realidade em que optamos por continuar virtualmente com disciplinas maioritariamente complementares ou teóricas e deixamos as disciplinas de grande peso curricular para o momento presencial, de forma a não afetar a qualidade da formação dos nossos alunos. Ou seja, preferimos avançar disciplinas como antropologia social e deixar disciplinas como anatomia ou histologia humana etc., que terão um impacto soberano em sua formação e devem ser ministradas com todas as condições e exigências de uma carreira médica. Ajustamos os custos com grandes descontos para aliviar as dificuldades econômicas que afetam o mundo hoje. 

Após a formação, o que o acadêmico brasileiro precisa fazer para atuar no Brasil? 

Dra. Cynthia: Uma vez que o aluno brasileiro obtenha seu diploma no Paraguai, ele deve se submeter ao exame de revalidação de grau no Brasil, onde o graduado pela Universidad Columbia del Paraguay terá todas as condições para ser aprovado, tendo em vista a malha curricular que responde a esses requisitos e também graças às disciplinas opcionais que estarão disponíveis a partir do 3º ano do curso que enfatizarão em situações típicas da saúde pública do MERCOSUL, especialmente no Brasil para que os brasileiros não se sintam em desvantagem estudando fora de seu país. Além de outras estratégias de reforço acadêmico que terão ao longo dos 6 anos para garantir o sucesso da revalidação. (...)Para nós, a melhor forma de demonstrar nossa excelência acadêmica é ter o maior número de graduados com revalidação de habilitações no Brasil e com o ingresso massivo nas especialidades médicas em nosso país. 

Sobre a Universidad Columbia, nos fale um pouco sobre seu histórico de qualidade e formação. 

Dra. Cynthia:  Em relação à qualidade da formação, a Columbia, como primeira universidade privada do país com 77 anos de história, contribui a cada ano com grandes profissionais em diversas carreiras para a sociedade, além de ser a primeira opçãoem cursos de pós-graduaçãoem todo o país. Quanto à carreira de Medicina, posso assegurar-vos que é a melhor escolha para um aspirante a médico/a e que obviamente terá as exigências necessárias ao longo dos 6 anos. Definitivamente não somos a opção do “estudante turista”, não comercializamos educação, e nas palavras do nosso Reitor, Dr. Elías Canese: QUALIDADE NÃO É NEGOCIADA. Essa é a garantia do seu futuro profissional, da sua família e da sociedade.

Fonte: Raquel Fernandes/ Grupo A Gazeta