01/12/2021 17:45

Com avanço da PEC dos Precatórios no Senado, dólar inicia dezembro cotado a R$ 5,67

Nesta quarta-feira (1), moeda norte-americana avançou 0,59%, cotada a R$ 5,6703.

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O dólar fechou em alta de 0,59%, cotado a R$ 5,6703, valor máximo do dia, nesta quarta-feira (1), conforme a PEC dos Precatórios avança no Senado e os ativos de risco no exterior davam sinais de recuperação após o pregão negativo do dia anterior.

A cotação foi a maior em um mês — em 1º de novembro, o dólar atingiu o mesmo valor (R$ 5,6700).

Com o resultado, a moeda norte-americana acumula avanço de 9,31% no ano. Veja mais cotações.

Cenário

No exterior, crescem as apostas de uma redução mais acelerada de estímulos nos Estados Unidos, mesmo num momento em que crescem temores sobre a variante Ômicron do coronavírus.

O Fed deu início à redução de estímulos no início deste mês e anunciou um cronograma de cortes que prevê sua conclusão em meados de 2022, mas é esperado que o banco revisite esse cronograma em sua próxima reunião, que acontece em duas semanas.

Os preços do petróleo subiam mais de 4% nesta quarta, recuperando boa parte das perdas da véspera.

Na cena local, o mercado seguiu de olho na tramitação da PEC dos Precatórios, que tem votação prevista para esta tarde no plenário do Senado.

Considerada prioritária pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, a proposta altera o prazo de correção do teto de gastos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que abriria espaço fiscal para o pagamento de auxílio de R$ 400 por família em 2022, mas é amplamente vista como prejudicial à credibilidade fiscal do país, já que modificaria a principal âncora para os gastos do governo.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) projeta crescimento de 5% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil neste ano e de 1,4% em 2022 – bem abaixo da média global (4,5%) e o menor entre os países do G20.

A OCDE alertou que "a incerteza política prolongada e o aumento do risco fiscal podem minar a credibilidade das regras fiscais, desancorar as expectativas de inflação e reduzir o crescimento do investimento" no Brasil.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nos próximos dias 7 e 8 de dezembro para deliberar sobre a taxa básica de juros. A expectativa é de novo acréscimo de 1,50 ponto percentual (que levaria a taxa para 9,25% ao ano), mas no mercado há quem espere elevação de até 2 pontos percentuais.

 

Fonte: G 1