26/10/2021 17:35

Dólar fecha em alta de 0,27% à espera de decisão sobre juros no Brasil

Nesta terça-feira (26), a moeda dos EUA avançou 0,27%, a R$ 5,5716.

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O dólar fechou em alta de 0,27%, cotado a R$ 5,5716, nesta terça-feira (26), com expectativas de elevação mais agressiva da taxa Selic pelo Banco Central nesta quarta-feira (27) dividindo atenções com temores inflacionários e fiscais domésticos.

Com o avanço desta quarta, a moeda norte-americana passou a acumular alta de 2,31% no mês. No ano, o avanço é de 7,41%. Veja mais cotações.

Já o Ibovespa recuou 2,11%, a 106.419 pontos.

Cenário

Mais cedo, o IBGE divulgou a prévia da inflação do mês de outubro, que mostrou alta de 1,2% – a maior taxa para o mês desde 1995.

Na cena política, a CPI da Covid vota nesta terça o relatório final elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). A análise do parecer será o último ato da comissão, criada há seis meses para investigar as ações e omissões do governo federal durante a pandemia.

Na visão do mercado, as manobras para furar do teto dos gastos colocam ainda mais pressão no dólar e no Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que decide nesta quarta-feira a nova taxa básica de juros (Selic), atualmente em 6,25% ao ano.

Segundo pesquisa Focus do Banco Central, divulgada nesta segunda, a taxa básica da economia deve subir dos atuais 6,25% para 7,5% ao ano - uma alta de 1,25 ponto percentual. Até então, o mercado acreditava em um crescimento menor, de 1 ponto percentual nesta semana. Mas casas como o Itaú e a XP já apostam em um aperto monetário ainda maior, de 1,50 ponto percentual.

O mercado também piorou as projeções para a inflação e para o PIB (Produto Interno Bruto). O Itaú, por exemplo, passou a projetar uma retração de 0,5% da economia brasileira em 2022 – de uma estimativa anterior de 0,5% de crescimento, citando o "aumento da incerteza fiscal".

O ministro da Economia, Paulo Guedes, chamou de "conversinha" as estimativas cada vez mais pessimistas do mercado e de economistas sobre o crescimento do Brasil no ano que vem e disse que o país "vai crescer de novo".

 

Fonte: G 1