30/06/2020 16:29

Dólar fecha em alta nesta terça e sobe 35,66% no semestre

O dólar fechou em alta nesta terça-feira (30), chegando a alcançar o patamar de R$ 5,50 durante o pregão, diante de temores sobre uma segunda onda de Covid-19 e tensões entre Estados Unidos e China. A moeda norte-americana subiu 0,25%, vendida a R$ 5,4396. Na máxima da sessão, chegou a R$ 5,5073.

Com o desempenho desta terça-feira, o dólar acumulou alta de 35,66% no primeiro semestre. Em junho, o avanço foi de 1,93%. O Banco Central ofertou nesta terça-feira até 12 mil contratos de swap tradicional com vencimento em novembro de 2020 e março de 2021.

Cenário local e externo

O sentimento de risco dos mercados globais piorou nesta terça-feira, com dados pessimistas de grandes economias da Europa minando as esperanças sobre uma rápida recuperação econômica global diante da crise do coronavírus, destacou a Reuters. Os números sombrios foram agravados por temores sobre uma segunda da doença, que poderia forçar a volta de lockdowns prejudiciais.

O número de casos nos Estados Unidos, principalmente, "agrava as preocupações do mercado sobre o risco de as autoridades terem que voltar atrás no processo de reabertura dos negócios", disse à Reuters Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho.

Ainda no radar dos investidores, o Parlamento da China sancionou uma lei de segurança nacional para Hong Kong nesta terça-feira, medida que tende a gerar resposta norte-americana, despertando incertezas sobre o futuro do acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Segundo Rostagno, o pessimismo compensava dados promissores da China, cuja atividade industrial cresceu a um ritmo mais forte em junho depois que o governo suspendeu restrições e ampliou o investimento.

Na cena doméstica, o IBGE mostrou que a taxa de desemprego subiu para 12,9% no trimestre encerrado em maio, com o país perdendo 7,8 milhões de postos de trabalho em relação ao trimestre anterior.

A alta da moeda norte-americana em relação ao real tem sido associada pr analistas a um cenário de juros baixos e incertezas econômicas e políticas locais.

Fonte: Fiems