11/12/2019 16:40

Dólar fecha em baixa, de olho em decisões sobre taxas de juros

O dólar recuou nesta quarta-feira (11), numa sessão marcada pela decisão do Fed de manter os juros nos Estados Unidos e pela expectativa com a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil. A moeda norte-americana encerrou vendida a R$ 4,1179, em queda de 0,73%. Na mínima, marcou R$ 4,1092.

Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,44%, a R$ 4,1483. Segundo Italo Abucater, gerente de câmbio da Tullett Prebon, o movimento desta quarta-feira também reflete o otimismo em relação à entrada de fluxos no Brasil. "Tivemos um ano difícil de fluxo, mas agora começaram a aparecer algumas perspectivas de entrada, como o IPO da XP. São fluxos recentes que fizeram com que melhorasse o cenário no Brasil."

A plataforma de serviços financeiros XP precificou na terça-feira a maior oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de uma empresa brasileira este ano, a US$ 27 dólares na Nasdaq, acima da faixa de preço inicial, e levantou cerca de US$ 2,25 bilhões.

Fed e Copom

Nesta tarde, o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) anunciou a manutenção da taxa básica de juros do país no intervalo entre 1,5?,75%. A decisão veio em linha com a expectativa do mercado. Já por aqui, o Banco Central anuncia às 18h20 a nova taxa Selic. A previsão do mercado é de novo corte, de 0,5 ponto percentual, reduzindo os juros de 5% para 4,5% ao ano, mas os investidores estarão de olho na comunicação da decisão em busca de sinais sobre o encerramento ou continuidade do ciclo de cortes.

Para o fim de 2020, a projeção do mercado continuam 4,5% ao ano, de modo que o mercado mantém a previsão de juros estáveis no ano que vem, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. A forte queda na taxa básica de juros brasileira desde o fim de 2016 tem sido um importante fator para a depreciação recente do real, destaca a Reuters.

Em outubro de 2016, quando a Selic estava em 14,25% ao ano, o BC começou um ciclo de cortes que, intercalado com pausas, trouxe o juro básico à mínima histórica atual de 5%. No período, o real acumula depreciação de 22%, saindo de R$ 3,25 por dólar para os atuais patamares em torno de R$ 4,15.

Fonte: Fiems