05/12/2019 16:22

Dólar muda de rumo e fecha em queda nesta quinta-feira

O dólar fechou em queda nesta quinta-feira (5), após chegar a subir mais cedo e chegar a passar de R$ 4,22. O dia foi marcado novamente por atenções voltadas ao exterior, com investidores de olho nas negociações entre China e Estados Unidos. A moeda norte-americana recuou 0,33%, a R$ 4,188. Mais cedo, chegou a bater R$ 4,2235.

Na semana, o dólar acumula queda de 1,22%. Mas, no ano, há alta de 8,1%. Operadores disseram ao Valor Online que o câmbio está sendo puxado por fluxos pontuais, em dia de poucas notícias. Mais cedo, profissionais de mercado comentavam que o dólar subia por perspectiva de saída de recursos de fim de ano, movimento tradicional por causa de remessas de lucros e dividendos para o exterior.

Os dados do fluxo cambial continuam mostrando que o estrangeiro continua saindo do Brasil. Somente na semana passada, houve saída líquida de US$ 4,412 bilhões, segundo informou o Banco Central. Com isso, o fluxo cambial acumulou saída de US$ 27,156 bilhões no acumulado do ano até novembro. Para analistas da Tullett Prebon, os dados do fluxo ajudam a conter certo otimismo gerado pelos indicadores recentes de Brasil.

Segundo Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora, a reversão no curso do dólar se devia a uma entrada maior de fluxos no Brasil e à fraqueza generalizada da moeda norte-americana nos mercados internacionais. "A gente já estava mapeando um mercado mais fraco aqui para o dólar, considerando o ambiente externo um pouco mais favorável", disse à Reuters. "Quando o dólar subiu, foi por conta da piora dos mercados lá fora. Depois, inverteu."

Gomes da Silva, falando sobre a tendência do dólar daqui para frente, disse que "mercado vai ficar nesse patamar pelos próximos dias, até que se tenha notícia mais concreta sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China. Nesta quinta-feira, o Ministério do Comércio chinês disse que tarifas precisam ser reduzidas para que a China e os Estados Unidos alcancem um acordo provisório sobre comércio, um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar otimismo em relação às negociações.

Fonte: Fiems