14/11/2019 16:31

Dólar fecha a R$ 4,19 e renova segundo maior patamar de fechamento da história

O dólar voltou a subir nesta quinta-feira (14) e renovou a segunda maior cotação nominal de fechamento da história (desconsiderando a inflação). A moeda norte-americana avançou 0,17%, vendida a R$ 4,1927. Na máxima da sessão, chegou a R$ 4,1982, e na mínima recuou a R$ 4,1636.

A maior cotação de fechamento foi registrada em 13 de setembro do ano passado (R$ 4,1952). Na semana, o dólar subiu 0,64%. Em novembro, acumula alta de 4,56%. No ano, já avançou 8,22%.

A sessão foi marcada por dados fracos em importantes economias globais, enquanto no Chile a moeda voltou a mostrar firme desvalorização mesmo depois de o banco central local anunciar medidas para um peso em declínio, destacou a Reuters.

O crescimento da produção industrial da China desacelerou significativamente mais do que o esperado em outubro. A produção industrial cresceu 4,7% em relação ao ano anterior em outubro, segundo dados oficiais divulgados na noite de quarta-feira.

A agenda de indicadores desta quinta trouxe como destaque também o PIB da zona do euro, que apresentou expansão de 0,2% no 3º trimestre, o do Japão, que apresentou expansão de 0,1%, e o da Alemanha, que escapou de entrar em recessão técnica.

"Apesar de modestos, os resultados vieram em linha com a expectativa de mercado e com o nosso entendimento de que o risco de recessão das principais economias globais tem se tornado menor", avaliou a equipe da XP Investimentos.

O que explica a alta

Analistas não descartam que seja questão de tempo a moeda bater um novo recorde histórico de fechamento, mas ressalvam que o nível de R$ 4,20 ainda funciona como uma forte resistência.

"A questão é: se não tiver força para furar esse nível, o dólar volta, mas se a alta for substancial, você tem o acionamento de ordens automáticas de compras que vão retroalimentar os ganhos", disse à Reuters Roberto Campos, gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos.

A última vez que o dólar ameaçou a linha de R$ 4,20 foi no fim de agosto, o que levou o Banco Central a anunciar uma operação extraordinária de venda de moeda no mercado à vista. Desde então, o BC tem feito troca de instrumentos (de swap cambial para dólar à vista), sem aumentar sua posição cambial líquida.

A recente série de altas da moeda começou em 6 de novembro, depois da frustração com o leilão do excedente da cessão onerosa. O fortalecimento da moeda foi impulsionado ainda pelo aumento das incertezas políticas locais após a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, evento que coincidiu com escalada da instabilidade política em outras economias da América Latina, destaca a Reuters.

Fonte: Fiems