16/09/2019 16:52

Dólar fecha em leve alta, com foco voltado para cena externa

O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (16), em meio à disparada nos preços internacionais do petróleo, após ataques a instalações na Arábia Saudita, e também após a divulgação de dados chineses que fortaleceram temores sobre a desaceleração da economia do país. A moeda norte-americana subiu 0,05%, a R$ 4,0892.

O dia foi de sobe e desce no câmbio. Na máxima da sessão até o momento, chegou a ser subir 0,46%, a R$ 4,106 e, na mínima, caiu 0,26%, a R$ 4,0763. No sábado, ataques provocaram incêndios na unidade saudita da Aramco em Abqaiq, a maior do mundo dedicada ao processamento de petróleo, e na instalação de Khurais, provocando a redução da produção da petroleira em cerca de 5,7 milhões de barris por dia, o que representa mais de 5% do suprimento global de petróleo.

As autoridades sauditas anunciaram que os ataques não provocaram vítimas, mas ainda não informaram quanto tempo será necessário para restabelecer plenamente a produção nas instalações. Analistas acreditam que seriam necessárias várias semanas ou meses para o país voltar à normalidade. Em consequência do ataque, os preços do petróleo subiram quase 20% na máxima desta segunda.

As tensões externas se intensificaram depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que os Estados Unidos estão preparados para uma possível resposta ao ataque, após uma autoridade do governo dos EUA apontar o Irã como responsável, o que o país nega. Para Jefferson Laatus, sócio e fundador do Grupo Laatus, o mercado ainda está tentando entender o que aconteceu e, diante de toda cautela em torno da situação, é esperada volatilidade ao longo da sessão.

"Há um grande sentimento de incerteza atrelado à questão. Os investidores estão na dúvida se buscam por proteção ou não e isso é o que está direcionando o mercado hoje."

Decisões sobre juros

Os operadores do mercado também aguardam, para esta semana, a decisão do Banco Central dos Estados Unidos sobre a taxa de juros do país. O presidente Donald Trump vem pressionando as autoridades monetárias para reduzir a taxa, atualmente entre 2,5?,25%. Analistas do mercado avaliam que a alta do petróleo pode favorecer uma alta da inflação e impedir uma nova queda dessa taxa de juros.

Fonte: Fiems