12/09/2019 16:55

Dólar fecha em queda, com otimismo comercial e estímulos do BCE

O dólar fechou em queda nesta quinta-feira (12), em dia marcado pela melhora do humor dos mercados externos com o anúncio de novo pacote de estímulo do Banco Central Europeu (BCE), que também cortou juros como o esperado, e adiamento da entrada em vigor das novas tarifas de importação dos Estados Unidos sobre produtos chineses. A moeda norte-americana caiu 0,13%, a R$ 4,0602. Na mínima do dia, chegou a R$ 4,0271, recuando 0,93%.

Cenário externo

O BCE reduziu nesta quinta sua taxa de depósito para um recorde de -0,5%, de -0,4%, e reiniciará as compras de títulos a um ritmo de 20 bilhões de euros por mês a partir de novembro. Também anunciou uma facilitação nos termos de seus empréstimos de longo prazo a bancos e introduziu uma taxa de depósitos diferenciada para ajudar as instituições. "A Turquia também fez um corte agressivo em sua taxa básica e isto reforça a perspectiva de dinheiro novo na mesa dos mercados de capitais e assim é esperado uma melhora nas bolsas de maneira generalizada", avaliou André Perfeito, economista-chefe da Necton.

No âmbito da guerra comercial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o adiamento, de 1º para 15 de outubro, o aumento das tarifas de importação sobre US$ 250 bilhões de produtos chineses, "como um gesto de boa vontade". Trump disse que o adiamento foi "a pedido do vice-primeiro-ministro da China, Liu He, e devido ao fato de que a República Popular da China comemorará seu 70º aniversário". As tarifas irão subir de 25% para 30% sobre o valor dos bens a partir de 15 de outubro.

As atenções agora se voltam para a reunião de política monetária do Federal Reserve em 17 e 18 de setembro. O mercado também vai monitorar a partir de agora a reunião do Copom, que divulga sua decisão de política monetária no mesmo dia que o Fed.

Cenário doméstico

Na cena local, o IBGE divulgou nesta quinta que o setor de serviços registrou crescimento de 0,8% em julho, na comparação com o mês anterior, eliminando as perdas de junho e indicando um ritmo melhor da atividade econômica no 3º trimestre.

Fonte: Fiems