05/09/2019 16:38

Dólar fecha em alta nesta quinta-feira, mas ainda no patamar de R$ 4,10

O dólar fechou em leve alta nesta quinta-feira após operar em queda durante boa parte desta quinta-feira (5). O mercado repercutia a aprovação proposta de emenda constitucional (PEC) da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e a nova rodada de negociações entre China e Estados Unidos, que deve ocorrer em outubro.

A moeda norte-americana terminou o dia em queda de 0,10%, vendida a R$ 4,1094. Na mínima, o dólar atingiu R$ 4,0694. No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 1,78%, vendida a R$ 4,1051. Nesta quinta, China e Estados Unidos concordaram em realizar negociações comerciais de alto nível no início de outubro em Washington, em meio a temores de que uma crescente guerra comercial possa desencadear uma recessão econômica global.

As negociações foram acertadas em ligação telefônica entre o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, o representante de comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin. No cenário doméstico, o presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta quinta "preservar" a regra que impõe um teto para os gastos públicos, um dia após ter dito que mudança "é uma questão de matemática".

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na noite de quarta que o teto de gastos é "sólido" e que revisar a norma para aumentar as despesas seria "besteira". A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou na quarta-feira (4) a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência. Com a aprovação, o texto seguirá para o plenário do Senado, onde será submetida a dois turnos de votação.

De acordo com o relator Tasso Jereissati, as mudanças feitas na PEC principal foram supressões e ajustes redacionais. Por isso, caso o parecer seja mantido pelo plenário, o texto irá a promulgação sem precisar ser reanalisado pela Câmara.

Atuação do Banco Central

Há pouco, o Banco Central informou que vendeu ao mercado todos os US$ 580 milhões ofertados em moeda à vista. Em operação simultânea, colocou o lote integral de 11.600 contratos de swap cambial reverso, destaca a Reuters. Em evento em Brasília, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse nesta manhã que as intervenções cambiais visam dar estabilidade ao mercado.

Depois de um conturbado mês de agosto, no qual o real sofreu a maior depreciação mensal desde 2015, o Goldman Sachs acredita em algum espaço de recuperação para a divisa brasileira. "Contudo, a significativa ligação macroeconômica entre Brasil e Argentina... continua a sugerir potencial para alguma fraqueza nos ativos (brasileiros) caso riscos de cauda na Argentina se materializem", afirmaram profissionais do banco em nota a clientes.

Fonte: Fiems