30/10/2019 17:01

Egresso da UEMS envia carta para esclarecer informações sobre fato ocorrido em 2018

No dia 23 de outubro, acadêmicos do curso de Ciências Sociais realizaram um debate com os candidatos para a eleição do centro acadêmico. Durante o evento, um dos candidatos relembrou um fato acontecido no ano de 2018 com um acadêmico do curso de História da universidade, que alega ter sofrido uma tentativa de homicídio nas ruas de Amambai, por estar performado de Drag Queen.


Representantes do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UEMS estiveram no Jornal A Gazeta nesta segunda-feira, 28, para informar que foram repassadas informações equivocadas durante o debate e que o egresso se sentiu lesado e enviou uma carta para esclarecer a situação, “ ...foram noticiadas informações errôneas e caluniosas, uma vez que este se pronuncia usando a premissa de que o fato ocorrido não passava de uma farsa/vitimismo e que o boletim de ocorrência até então registrado e arquivado nos órgãos competentes não havia sido feito.” Trecho da carta enviada à redação do Grupo A Gazeta por meio do DCE. O egresso atualmente reside em outro estado.


Junto a carta foi encaminhada cópia do boletim de ocorrência registrado pela Delegacia de Polícia Civil de Amambai, no dia 25 de outubro de 2018, às 18:09, com o fato comunicado como Injúria Real, e com o histórico detalhado do ocorrido no dia 22 de outubro de 2018, às 02:00, em que o estudante relatou ter sofrido uma tentativa de homicídio por alguns homens que estavam em um carro, que além da violência verbal, efetuaram disparos com uma arma de fogo contra o egresso e seus amigos.


Uma cópia do boletim de ocorrência juntamente a esta carta aberta foi anexada viabilizando assim a réplica as acusações caluniosas feitas a mim, já que a minha presença na reunião não foi solicitada e minha imagem foi vinculada à propagação de falsos argumentos, que acredito que tenham sido fundados a partir do achismo e machismo presentes mesmo que disfarçado em todos os ambientes e relações sociais.  Por fim, peço que as pessoas envolvidas retratem-se publicamente, reavendo suas argumentações infundadas, uma vez que levantar falsos testemunhos é crime, principalmente quando esta passa pela esfera criminal, outro ponto a ser resolvido são as indagações feitas pelas mídias locais, como jornais e rádios, onde as quais noticiaram apenas superficialidade  da situação não reavendo a continuidade do caso,  uma vez que tal foi interessante até o momento que a ideia de “fake news” foi abraçada pela comunidade amambaiense descartando assim a veracidade da situação e das informações que de fato eram necessárias como por exemplo a efetuação do boletim de ocorrência. (...) Desde já agradeço a compreensão e peço que usem argumentos e fundamentos para a formulação de debates ou questionamentos e não façam uso de falácias para legitimar suas balburdias tendenciosas e sensacionalistas.”, trecho final da carta.

Fonte: Grupo A Gazeta