18/10/2019 11:16

Prefeitura de Amambai quer saber da população se investe em rodoanel ou asfalto na cidade

Consulta pública vai acontecer neste sábado (19) das 8h às 16h na praça central, associações de moradores e estabelecimentos comerciais da cidade.

A lista vermelha no mapa indica por onde passaria a primeira etapa do rodoanel ligando a MS-386 entre Amambai e Ponta Porã e a MS-156 entre Amambai e Caarapó. Obra que terá valor elevado por conta de indenizações a serem pagas, vai resolver em partes o problema de tráfego pesado no centro da cidade, já que a maior parte das carretas de transporte de grãos seguem pela “Guairá-Porã em direção ao sul do país. (Fotos: Reprodução Decom )

Vilson Nascimento

A cidade de Amambai é cortada ao meio por dois trechos de rodovias estaduais, as MS-386 (que liga Amambai a Ponta Porã) e a MS-156 que liga Amambai a Caarapó e Amambai a Tacuru.

Por conta disso o centro comercial da cidade convive constantemente com trânsito intenso de veículos de carga, sobretudo carretas que trazem do sul do país para a região, insumos, produtos industrializados e maquinários, posteriormente retornam levando grãos como soja e milho.

Por conta disso há vários anos existe um debate que divide a opinião da população sobre a necessidade de se implantar um anel viário, ou rodoanel, para tirar o tráfego pesado do centro da cidade.

Para parte das pessoas a construção do rodoanel é uma grande necessidade, inclusive para evitar acidentes trágicos como já ocorreram no passado. 

Já para muitas pessoas a construção do anel viário poderia atrapalhar o desenvolvimento comercial e o crescimento da economia local, já que, no sistema atual, moradores de vários municípios da região, entre eles de Tacuru, Sete Quedas, Paranhos, Coronel Sapucaia e até Iguatemi e Capitan Bado, no Paraguai, tem na região central de Amambai rota obrigatória de passagem para se deslocar até grandes centros como Dourados e Campo Grande. Com isso acabam parando e consumindo no comércio local. 

Já com a construção do rodoanel a tendência, no ponto de vista de muitos, essas pessoas, inclusive potenciais investidores, vão parar de passar pelo centro de Amambai, deixando assim de conhecer a estrutura urbana que a cidade oferece e inclusive de consumir no comércio local.

Para se tornar de fato funcional e retirar o tráfego pesado do centro da cidade, em Amambai, um anel viário teria que interligar, por fora da cidade, a MS-386 (Amambai a Ponta Porã) a MS-156 entre Amambai e Tacuru. 

Uma obra cara, com vários quilômetros a serem pavimentados e inclusive com a necessidade da construção de pelo menos uma ponte sobre o Rio Panduí, além de investimentos de elevados recursos para pagamento de indenização a dezenas de pequemos produtores rurais que terão que ter parte de suas áreas de terra desapropriadas pelo Estado para a passagem da pista.

Parte foi conquistada

Recentemente, por meio do prestígio da classe política local junto aos poderes, Executivo e Legislativo estadual, Amambai conseguiu, junto ao Governo do Estado, o compromisso da construção de uma primeira parte do anel viário, que viria a interligar a MS-386 entre Amambai e Ponta Porã e a MS-156, mas no trecho que liga Amambai a Caarapó.

A construção dessa primeira parte, apesar de encurtar o trecho à ser implantado no futuro, por si só vai reduzir muito pouco o tráfego de carretas no centro da cidade, já que a maioria maciça dos veículos de carga transportando grãos produzidos em localidades como Ponta Porã, Laguna Carapã, Aral Moreira e até mesmo em Amambai, vão continuar passando pelo centro da cidade, já que a grande maioria da produção dessa região de Mato Grosso do Sul tem como destino portos ou indústrias na região sul do país e esses veículos utilizam a chamada “Guaira-Porã”, ligando Ponta Porã a BR-163 em Eldorado, passando pelo centro de Amambai, para escoar a produção.

A consulta pública

Por conta dessa divergência de opinião da população sobre a construção ou não do rodoanel e dessa condição, que a primeira parte da obra conquistada junto ao Governo do Estado não vai resolver, pelo menos em primeiro momento, a situação do tráfego de carretas no centro da cidade, a Prefeitura de Amambai decidiu realizar uma consulta pública.

Vista aérea da cidade de Amambai

O objetivo é saber dos munícipes se mantém a construção de parte do anel viário ou converte esse recurso disponibilizado pelo Estado em pavimentação asfáltica no perímetro urbano, o que daria, segundo a gestão municipal, para levar asfalto a várias vilas com ruas ainda não pavimentadas.

A consulta pública vai acontecer neste sábado, 19 de outubro, das 8h às 16h e o resultado, com a decisão da maioria da população se opta por parte do anel viário ou por investimento dos recursos em pavimentação asfáltica na cidade, será apresentado pelo prefeito de Amambai, Dr. Edinaldo Bandeira ao governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, na semana que vem durante a edição do programa estadual Governo Presente, que acontecerá na cidade de Naviraí.

“No meu ponto de vista poderíamos lutar pela conquista futura do projeto completo do rodoanel e o recurso já garantido pelo governador para a construção de parte do anel viário, reverteríamos em pavimentação asfáltica em perímetro urbano para melhorar o aspecto visual de nossa cidade e principalmente garantir maior conforto e segurança para a população, sobretudo aquelas pessoas que hoje não contam com asfalto na frente de suas casas. Mas não queremos tomar essa decisão monocraticamente, queremos ouvir a opinião da população, por isso a importância de cada cidadão e cada cidadã procurar um dos pontos de coleta nesse sábado e deixar sua sugestão”, disse Dr. Bandeira.

Segundo o prefeito o Governo do Estado ainda está realizando levantamentos técnicos em relação a quantos vai custar à primeira etapa do rodoanel.

Os locais para responder a consulta

Os locais onde haverá posto de coleta de opinião dos cidadãos para a consulta pública serão, segundo o Decom (Departamento de Comunicação da Prefeitura de Amambai) o Supermercado Ki-Carne Master,  Supermercado Planalto, Supermercado Sol, Auto Posto Berlitz, Praça Coronel Valêncio de Brum, a praça central da cidade e nas associações de moradores das vilas, Cristina, Limeira e Jardim Panorama.

Fonte: A Gazetanews