A colheita da soja avança no Brasil sob condições consideradas excepcionais no Norte e Centro-Oeste, impulsionadas pelo clima favorável em Mato Grosso e Goiás, segundo análise divulgada na edição de março do Global Crop Monitor (GEOGLAM). No Sul, no entanto, a situação é distinta. A falta de chuvas e as altas temperaturas durante o desenvolvimento das plantas reduziram a produtividade, especialmente no Rio Grande do Sul. Apesar dessas dificuldades, a área total semeada é maior do que no ano passado.
Na Argentina, a estiagem e as temperaturas elevadas impactaram as lavouras precoces e tardias nas regiões Norte e Noroeste. Contudo, chuvas registradas entre o fim de fevereiro e início de março na região central melhoraram o enchimento de grãos e a formação de vagens. No Uruguai, as lavouras se desenvolvem sob condições favoráveis. Na África do Sul, as chuvas generalizadas ajudaram na recuperação da safra.

O gráfico do relatório mostra a participação de cada país na produção global de soja, considerando a média dos últimos cinco anos. Os principais produtores, que representam entre 90% e 95% da oferta mundial, são exibidos individualmente, enquanto os menores, que somam de 5% a 10%, aparecem como um grupo. As condições de cultivo em cada local são indicadas por cores, e quando há fatores climáticos adversos, ícones específicos ilustram os impactos.
O meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues, afirma que a safra brasileira se destaca globalmente por sua classificação como “excepcional”. “No entanto, as condições desfavoráveis predominam no sul do país, principalmente devido à persistente falta de chuvas, comprometendo significativamente a produtividade da região”, ressalta o especialista.
Segundo Rodrigues, a estiagem elevou a temperatura do solo e prejudicou o desenvolvimento das ideal das lavouras no sul, gerando preocupações sobre os resultados do final da colheita nesta área.
Mesmo com os desafios no Sul, as demais regiões brasileiras apresentam condições amplamente favoráveis, equilibrando o cenário nacional.
O Brasil segue como líder global na produção de soja. O país mantém uma safra robusta em relação a concorrentes como Estados Unidos e Argentina, garantindo seu protagonismo no mercado internacional.