Gazeta de Amambaí


Quinta-Feira, 06 de Dezembro de 2018 às 07:02

Mudanças climáticas alteram o comportamento dos insetos

Os estudos pretendem fornecer a base para o planejamento de medidas de proteção para culturas e florestas.

As mudanças climáticas estão alterando o comportamento dos insetos prejudiciais para a agricultura, fazendo-os migrar para lugares onde antes eles não atacavam. Nesse cenário, um estudo conduzido pelo Centro Nacional de Serviços Climáticos (NCCS), dos Estados Unidos, está tentando identificar quais serão os próximos alvos desses insetos.

Sendo assim, Loïc Pellissier, professor de ecologia da paisagem, e seu grupo, estão usando simulações de computador para ajudar a construir cenários para o desenvolvimento e disseminação de pragas selecionados potenciais insetos e plantas importantes para a agricultura e silvicultura. Os cenários pretendem fornecer a base para o planejamento de medidas de proteção para culturas e florestas.

Além disso, usando cenários climáticos existentes, o doutorando do Pellissier, Marc Grünig, está atualmente tentando explorar a possível futura distribuição de 90 espécies de pragas de insetos, embora a maioria deles ainda não estejam na Europa e não alcance o continente. A sua seleção baseia-se numa lista compilada pela Organização Europeia e Mediterrânica para a Proteção das Plantas (EPPO).

Os controles fronteiriços nos aeroportos e portos europeus já interceptam hoje muitas dessas pragas de quarentena, demonstrando que existe uma ameaça real de invasão. Grünig também possui um modelo onde 110 culturas e 25 tipos de árvores podem emergir.

Embora Grünig esteja apenas começando seu projeto de doutorado, ele já tem dados a apresentar, como o da mosca-minhoca (Rhagoletis pomonella), que atualmente é encontrado em regiões produtoras de maçã da América do Norte e México, mas ainda não foi detectado na Europa. No entanto, o mapa de distribuição potencial mostra que o Sul e a região Central do velho continente, em particular, ofereceria condições de vida adequadas, enquanto o norte da Europa e as Ilhas Britânicas seriam, no melhor dos casos, habitáveis. 

Fonte: Agrolink

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