Gazeta de Amambaí


Quarta-Feira, 31 de Outubro de 2018 às 10:46

PF prende políticos e servidores por fraude em Dourados

Pelo menos quatro mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nesta manhã em Dourados

Quatro mandados de prisão de servidores públicos e políticos e 16 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nesta manhã em Dourados, na Operação Pregão, que investiga fraude em licitações. Mandados também estão sendo cumpridos na Capital.

Os nomes dos presos ainda não foram divulgados. A assessoria do Ministério Público de Mato Grosso do Sul informou que todos os mandados de prisão já foram cumpridos.

O Campo Grande News apurou que dois secretários municipais e dois vereadores seriam os presos. Equipes da operação estão no CAM (Centro Administrativo Municipal), sede da prefeitura e onde fica o gabinete da prefeita Délia Razuk (PR).

A operação é comandada pelo promotor de Justiça Ricardo Rotunno, da 16ª Promotoria de Justiça de Dourados, com o apoio dos promotores Élcio Félix D’Angelo, Izonildo Gonçalves de Assunção Júnior, Luiz Gustavo Camacho Terçariol, Etéocles Brito Mendonça Dias Júnior e do coordenador do Gecoc (Grupo Especializado no Combate à Corrupção) do MP, Adriano Lobo Viana de Resende.

Policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar, do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e da Defron (Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira) também estão na operação.

Os mandados de busca e de prisão preventiva foram expedidos pelos Juízes de direito Luiz Alberto de Moura Filho e César de Souza Lima (em substituição legal), da 1ª Vara Criminal de Dourados.

Segundo o MP, as investigações têm por objetivo esclarecer a atuação de uma suposta organização criminosa composta por agentes públicos, políticos e empresários, visando a pratica de diversos crimes incluindo fraude em licitação, dispensa indevida de licitação, falsificação de documentos, advocacia administrativa, além do crime conta a ordem financeira e da incidência na conduta descrita no artigo 5º, IV, da Lei Anticorrupção, notadamente em razão de fraudes em licitações e contratos públicos, praticados, em tese, durante a atual gestão municipal.

O nome da operação “Pregão”, refere-se à modalidade de procedimento licitatório mais utilizada pelos investigados em sua atuação.

No total, participaram da operação 13 equipes, compostas por aproximadamente 75 policiais militares, civis e servidores, além dos seis promotores de Justiça de Dourados e Campo Grande.

Fonte: Campo Grandenews

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