Gazeta de Amambaí


Segunda-Feira, 09 de Julho de 2018 às 15:02

Família produz biogás com esterco animal reaproveitado

Com a aplicação do projeto Sisteminha, da Embrapa, o esterco de animais vira combustível para a criação do biogás.

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Biodigestor produz gás e esterco é reaproveitado em horta. (Foto: Reprodução/TV Clube)

A família do pescador José Maria do Nascimento mudou de realidade ao iniciar o reaproveitamento do que antes era descartado. Com a aplicação do projeto Sisteminha, da Embrapa, o esterco de animais vira combustível para a criação do biogás e depois adubo na horta que abastece a família.

“Já teve dias em que minha mulher nem queria acordar, por causa da fome, não tinha o que comer. Hoje estamos como se fosse no paraíso”, conta o pescador José Maria.

O Sisteminha é explicado pelo zootecnista da Embrapa, Luiz Carlos Guilherme, que conta como funciona o processo.

“É um sistema simplificado onde o esterco de galinhas e outras aves, além de de porquinhos da índia e suínos entram no biodigestor e ocorre a produção do gás gerando economia. O resíduo é melhorado para complementar a compostagem, serve para a criação das minhocas, que geram o húmus e esse adubo é usado no sistema”, diz.

A economia acontece porque o gás produzido no biodigestor é o metano, que é canalizado e abastece o fogão da família. A última vez que o pescador comprou um botijão de gás foi em dezembro de 2017, quando ainda não fazia parte do projeto.

A família explica ainda a importância desse processo para a geração de alimentos, já que a produção de húmus de forma natural no meio ambiente leva cerca de 500 anos e, no sistema, não ultrapassa 90 dias.


Húmus é rico adubo para cultivo de mudas mais sensíveis que precisam de material tratado. (Foto: Reprodução/TV Clube)Húmus é rico adubo para cultivo de mudas mais sensíveis que precisam de material tratado. (Foto: Reprodução/TV Clube)Húmus é rico adubo para cultivo de mudas mais sensíveis que precisam de material tratado. (Foto: Reprodução/TV Clube)
“É ótimo porque o adubo precisa ser tratado dessa forma no minhocário, já que não podemos usar o esterco cru direto na horta, porque queima o solo e as plantas”, diz o pescador.

Com isso, o que a família come vem da própria horta. O próximo passo é a instalação de um sistema mais sofisticado, que vai utilizar a água dos tanques de criação de peixes para ser reaproveitada após passar por um tratamento.


“Será usada pela família, por visitantes e para a criação dos animais”, diz o zootecnista Luiz Guilherme.

Fonte: G 1

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