Gazeta de Amambaí


Sexta-Feira, 13 de Abril de 2018 às 18:00

Governo faz incorporação e servidores encerram greve em escolas

Executivo encaminhou proposta que prevê a incorporação de 50% do abono de R$ 200 em outubro

Trabalhadores se reuniram na tarde desta sexta-feira em Campo Grande (Foto: Fernando Antunes)Trabalhadores se reuniram na tarde desta sexta-feira em Campo Grande (Foto: Fernando Antunes)

A negociação entre governo do Estado e servidores administrativos da educação avançou e a paralisação dos trabalhadores deve ser encerrada na segunda-feira. O Executivo encaminhou proposta que prevê a incorporação de 50% do abono de R$ 200 em outubro, enquanto os outros 50% ficam para maio de 2019. Na proposta, aceita pelos trabalhadores, o governo também se compromete a manter o auxílio-alimentação de R$ 100 até a data definitiva do abono.

Cerca de 350 representantes sindicais participaram na tarde desta sexta-feira (13) de assembleia na sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.

O presidente da Fetems, Jaime Teixeira, afirmou que o acordo “garante que a tabela inicial não fique abaixo do salário mínimo a partir de outubro. Esses trabalhadores são os que menos recebem e com a greve houve o reconhecimento da sociedade de ver a importância destes trabalhadores nas escolas. Aceitar a proposta implica em suspender a greve a partir de segunda-feira”.

Assembleias foram realizadas nos municípios do interior e também na Capital. O presidente do Sintede (Sindicato dos Servidores Administrativos da Educação Pública Estadual de Campo Grande), Wildes Ovando, aponta que a categoria está satisfeita com a proposta.

“Tencionamos o governo por uma semana e vimos que avançamos. Saímos de 3,04% de 12% a 13% a mais no salário do servidor. Vamos ser a única categoria a ter incorporação de 50% do abono neste ano”, afirmou Ovando.

São 5,9 mil trabalhadores administrativos da educação, envolvendo trabalhadores da portaria, merenda e limpeza. O governo também se comprometeu a realização de um concurso público para reduzir o deficit, que hoje seria de 50% no quadro. Ainda não há indicativo do governo sobre o número de vagas, porém os sindicalistas acreditam que a negociação em torno do número de vagas seja retomada após o fim da greve. A previsão é que o concurso seja lançado até junho.

Fonte: Campo Grandenews

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