Gazeta de Amambaí

Sexta-Feira, 12 de Janeiro de 2018 às 11:02

Brasil deve produzir 110,1 milhões de toneladas de soja

Leve redução da safrinha de milho: 63,2 milhões de toneladas

A Consultoria INTL FCStone revisou sua estimativa para a safra 2017/18 de soja de 107,6 para 110,1 milhões de toneladas. A projeção sofreu um importante ajuste de 2,34%, resultado da ampliação em números de produtividade em vários estados do país, enquanto a área plantada foi mantida inalterada.

De acordo com a INTL FCStone, mesmo com os atrasos no plantio, devido à demora da normalização das chuvas, atualmente as condições das lavouras estão muito favoráveis e o clima está contribuindo para a perspectiva positiva. Com isso, a produtividade média esperada ficou em 3,15 toneladas por hectare.

“De qualquer maneira, o clima segue sendo acompanhado de perto com as lavouras passando pela fase de enchimento de grão. Em estados onde o plantio ocorre mais tarde, o clima em fevereiro também é determinante”, afirma a Consultoria.

MILHO

Para a safra de verão de milho, a INTL FCStone não trouxe mudanças em relação aos números de dezembro: “Espera-se uma produção de 23,4 milhões de toneladas, queda de 23% em relação ao ciclo anterior. O clima também está, no geral, favorável. Somente no Rio Grande do Sul, onde as condições estão mais secas, que há alguma preocupação com impactos negativos sobre as lavouras. De qualquer maneira, a produtividade estimada para o estado já está mais baixa que o alcançado no ciclo anterior”.

Em sua revisão de janeiro, a INTL FCStone trouxe leve redução da safrinha de milho, que ficou em 63,2 milhões de toneladas: “Esse ajuste decorreu de uma leve queda na área plantada do Paraná. Com os atrasos no plantio da soja, a janela de plantio da safrinha deve ficar mais restrita, com parte da cultura sendo semeada fora do período ideal. Quanto mais tarde a segunda safra é semeada, maior é o risco climático a que ela está sujeita, pois as chuvas vão ficando escassas em grande parte do país. Diante desse cenário, há alguma expectativa de queda de área e além de menores investimentos por parte dos produtores, na tentativa de minimizar potenciais prejuízos. Assim, também se estima uma produtividade menor que a registrada na safrinha do ano passado”. 

Fonte: Agrolink
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