Gazeta de Amambaí

Sexta-Feira, 21 de Abril de 2017 às 03:02

CREAS lança “Projeto Lei Maria da Penha” em Amambai

Público alvo são vítimas de violência doméstica, mas o trabalho também será aberto à todas as mulheres que queiram conhecer mais sobre seus direitos, diz coordenadora.

Vilson Nascimento

O CREAS (Centro de Referência Especializado da Assistência Social) lança neste sábado, dia 22 de abril, em Amambai, o “Projeto Lei Maria da Penha”.

O lançamento do projeto, que tem como tema “Mulheres Conheçam Seus Direitos”, está previsto para acontecer a partir das 14h no Centro de Eventos da Assistência Social, “antigo Conviver”, situado ao lado da Secretaria de Assistência Social, na Praça Orlando Viol, região central da cidade.

Segundo a coordenadora do CRAS em Amambai, Cláudia Sguissardi Moraes, o programa tem como público alvo mulheres vítimas de violência, principalmente de violência doméstica, mas também será aberto às mulheres que não sofrem violações, mas desejarem conhecer mais sobre seus direitos.

Segundo o CREAS as inscrições para participar do projeto, que terá reuniões mensais, serão gratuitas.

Maiores informações sobre o Projeto Lei Maia da Penha também poderão ser obtidas pelo fone (67) 3481-5000.

Quem é Maria da Penha?

Maria da Penha Maia Fernandes é uma farmacêutica brasileira que lutou para que seu agressor viesse a ser condenado.

Segundo a Wikipédia em 1983, seu marido, o professor colombiano Marco Antônio Heredia Viveros, tentou matá-la duas vezes.

Na primeira vez atirou simulando um assalto, na segunda tentou eletrocutá-la. Por conta das agressões sofridas, Penha ficou paraplégica.

Dezenove anos depois, seu agressor foi condenado a oito anos de prisão. Por meio de recursos jurídicos, ficou preso por dois anos. Solto em 2004.

Com 71 anos e três filhas, hoje ela é líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres, vítima da violência doméstica.

Em 7 de agosto de 2006, foi sancionada pelo ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva a Lei Maria da Penha, na qual há aumento no rigor das punições às agressões contra a mulher, quando ocorridas no ambiente doméstico ou familiar.

Fonte: A Gazeta News
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